Você sabe o que é um curso livre? Saiba como organizar um!

O avanço das novas profissões fez com que as faculdades não conseguissem acompanhar as necessidades do mercado. O resultado é que muitas pessoas que têm  conhecimento decidem compartilhar esses conteúdos com quem se interessa pelo assunto. Uma das formas de realizar esse compartilhamento é por meio dos cursos livres. Essa procura por cursos livres, sejam eles presenciais ou EAD, está tão forte que muitas pessoas estão se dedicando a criar escolas e sites especializados no compartilhamento de cursos livres em geral.

Mas afinal de contas, esses cursos são permitidos e reconhecidos pelo MEC? Qual é a legislação que rege a criação desses conteúdos?

O objetivo desse texto é sanar todas as suas dúvidas sobre o que é um curso livre e te ensinar como tirar suas ideias do papel. Confira.

O que é um curso livre?

Sabe aquela habilidade que você precisa dominar para poder assumir um novo cargo? Ela tem que ser adquirida com rapidez e de forma eficiente. Nesses casos, uma pós-graduação ou curso universitário estão absolutamente fora de cogitação, visto que você precisa de um conhecimento pontual e com um deadline apertado. Nessas situações, você pode fazer um curso livre.

Um curso livre é justamente isso: um treinamento rápido, que não tem limite mínimo ou máximo de horas, nem precisa ser ofertado por alguém com doutorado ou anos de formação. É o curso daquela habilidade que vai ser colocada em prática rapidamente.

Aqui vai um exemplo clássico de uso dos cursos livres. Um estudante acabou de finalizar a faculdade de Jornalismo. Durante a sua formação, estudou muito sobre as teorias da comunicação, mas pouco sobre marketing digital. Como a sua ideia é trabalhar nessa área, ele faz cursos livres em áreas como Marketing de Conteúdo, Google Adwords e Google Analytics.

Essas são habilidades bem específicas, que não são abordadas na profundidade necessária em uma faculdade ou pós-graduação. São conteúdos aprendidos em cursos livres. Cursos livres podem ser ofertados em diferentes formatos, como workshops, palestras, bootcamps, seminários, oficinas, webinars, etc.

pessoas fazendo um brainstroming
Cursos livres são focados em habilidades específicas e são mais focados em demandas do mercado de trabalho.

Qual é a legislação dos cursos livres?

Diferente das escolas e faculdades, os cursos livres não precisam seguir nenhuma regra do MEC. Porém, existe sim uma lei que regulariza a criação desse tipo de curso. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9.394/1996, libera a criação de cursos livres.

No artigo 42, ela diz que: "as escolas técnicas e profissionais, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade".

Isso significa que qualquer pessoa ou instituição tem a possibilidade de criar cursos, que podem ser frequentados por quaisquer pessoas que consigam acompanhar o conteúdo. Nesse contexto, vale a pena lembrar de um detalhe importante: esses cursos não são reconhecidos pelo MEC.

Quais são as exigências para quem deseja ofertar um curso livre?

O Decreto nº 5.154/2004, no artigo 3 diz que: "os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores, referidos no inciso I do art. 1o, incluídos a capacitação, o aperfeiçoamento, a especialização e a atualização, em todos os níveis de escolaridade, poderão ser ofertados segundo itinerários formativos, objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social".

Isso significa que não existe nenhuma exigência para quem deseja ofertar um curso livre.

Qual é a diferença entre um curso livre, e técnico ?

Curso livre você já sabe o que significa. Mas e o que são os cursos técnicos?

Cursos técnicos são regulamentados pelo MEC. Por conta disso, precisam cumprir uma carga horária específica. Além disso, eles precisam estar dentro de um eixo temático pré-estabelecido e seguir determinadas diretrizes.

Por serem reconhecidas pelo MEC, as instituições que oferecem os cursos técnicos podem emitir diploma. Para exercer algumas profissões é imprescindível ter ao menos um certificado técnico, de acordo com os órgãos que regulamentam as profissões. Nesse caso, esse tipo de documento atesta que o aluno concluiu o curso e está apto a assumir a função.

Em geral, os cursos técnicos têm duração de um ano e meio a dois anos. Eles podem ser cursados a partir do momento que o aluno se inscreve no Ensino Médio.

homem soldando uma placa
Cursos técnicos são reconhecidos pelo MEC e são requistos para entrar em determinadas profissões.

Agora que você já sabe o que é um curso livre e toda a sua legislação, que tal começar a criar um?

Como criar um curso livre?

Antes de qualquer coisa, você deve realizar uma pesquisa de mercado. Esse estudo deve abordar os seguintes aspectos:

1- Que outras instituições oferecem o mesmo curso? Quais são as ementas ofertadas?

Se possível, levante todas as grades de conteúdos de cursos similares ao seu, tanto no Brasil quanto no exterior. Isso te ajuda a ter uma ideia do que realmente é ofertado na área.

2- Quem é o seu público-alvo? Quem compraria o seu curso?

Ter as personas do seu curso em mente é fundamental para criar algo que agrade de verdade o consumidor. Se for possível, vale a pena até conversar com essas pessoas, para entender ao máximo quais são as suas necessidades.

3- Em que formato o seu curso será ofertado? Presencial ou EaD?

Depois de entender quais são as personas, vale identificar qual formato de curso mais se adequa a esse consumidor. Tudo vai depender do conteúdo que você deseja passar, número de pessoas que pretende atingir e tempo que está disposto a investir nesse projeto (cursos presenciais, por exemplo, precisam acontecer com frequência. Um curso EAD é gravado apenas uma vez e depois replicado).

4- Você é um especialista na área? Quem são os outros entendedores do assunto?

É importante que você domine o assunto que pretende ensinar. Caso não seja o melhor da área, vale a pena entender com quem que os alunos irão te comparar.

5- Qual é o preço praticado no mercado em cursos semelhantes? Quanto os seus alunos podem pagar?

O valor da aula vai depender muito do tempo, energia e originalidade do seu curso. Porém, vale a pena entender qual é o preço das outras escolas. Querendo ou não, o consumidor tem muito acesso a informações pela internet. Se o seu treinamento for mais caro, precisa demonstrar na comunicação que é o melhor.

6- Quais são os seus diferenciais? O que você oferece que ninguém mais oferta?

Esse tópico está relacionado ao anterior. Como a oferta de cursos livres é alta, é importante ter muito claro quais são os seus atributos únicos. A sua tarefa na hora de vender o curso é comunicar isso para as pessoas que querem ter esse aprendizado profissional.

Feita essa pesquisa, é hora de começar a produção do curso em si.

Crie o conteúdo do curso

O primeiro passo — e mais importante — é criar o conteúdo do curso. Essa é a fase que mais precisa da sua atenção. Com as pesquisas que foram feitas anteriormente você já terá uma base para conseguir colocar todo o conhecimento no papel.

Antes de qualquer coisa, escreva livremente num arquivo do computador todas as áreas que merecem ser abordadas durante o treinamento. Quando tudo estiver listado, comece a organizar a ordem de apresentação dos conteúdos.

Feito isso, vale a pena fazer uma simulação de como seria a aula, para ter uma ideia do tempo necessário de apresentação de todos os conteúdos. Você pode, inclusive, pedir para que alguém assista a essa aula de teste. Pessoas de confiança podem te dar feedbacks sinceros do que está bom e do que precisa melhorar no seu conteúdo.

Com tudo isso organizado, chega a hora de fazer os materiais de apoio da sua aula. Se você tiver parceria com algum designer, vale a pena pedir para que tanto os slides, quanto os impressos, sejam diagramados. Caso isso não seja possível, utilize ferramentas online, como o Canva.com para criar materiais visualmente atrativos.

Se o curso for presencial, escolha o local que vai receber essa atividade

Se a ideia é ofertar o curso presencialmente, já vá pensando no local. É importante que o ambiente conte com todo o aparato técnico (microfone, projetor, caixas de som de qualidade, etc.) para as aulas. Leve em consideração o conforto e a localização da sala. Tenha sempre o seu público-alvo em mente na hora de escolher esses detalhes.

curso sendo ministrado na Sala55
A Sala55 é um local aberto para quem quer ofertar Cursos Livres presenciais

Se o curso for online, faça a gravação do material

Caso a ideia seja ofertar aulas no formato EaD, é fundamental que você capriche na captação dessas imagens. A oferta de cursos a distância é grande, portanto é importante se destacar. Isso vai muito além de apenas ter um conteúdo legal. É fundamental prestar atenção na qualidade da produção.

Leve em consideração que um curso feito no capricho tem potencial para ficar no ar por anos rendendo dinheiro para você. Enquanto um mal feito pode receber críticas online e cair no esquecimento.

Capriche no marketing digital para divulgação

O conteúdo é a primeira área mais importante de um curso livre. O marketing é, sem dúvidas, a segunda. Para que o seu curso ou workshop tenha sucesso é fundamental pensar nas estratégias de divulgação. Porque vamos combinar: de nada adianta ter um conteúdo rico se ninguém sabe da existência do seu trabalho, né?!

Para que o seu curso atinja o público-alvo, invista em campanhas digitais, anúncios em redes sociais, programas de afiliados e indicações.  As ações escolhidas para essa divulgação vão variar de acordo com quem são as suas personas.  Quer saber quais erros você não pode cometer na sua estratégia de divulgação? Então acesse este artigo e descubra.


Faça um evento presencial para divulgar o curso

Caso o seu curso seja presencial, uma boa estratégia para garantir o interesse de potenciais alunos é criar algum evento gratuito e aberto ao público com o assunto que será abordado nas aulas. Dessa maneira os interessados conseguem conhecer melhor o perfil da sua escola. Além disso, essa é uma boa oportunidade para a sua equipe conversar com esse potencial aluno e convencê-lo a se inscrever para as aulas.

Algumas instituições fazem isso muito bem e podem servir como benchmark no seu projeto. Uma delas é a General Assembly, escola de cursos livres americana. No início do semestre, ela realiza eventos — com direito a comidinhas e música — com o objetivo de atrair interessados e mostrar na prática como a instituição é legal.

Checklist para curso presencial

Faça um webinar gratuito para divulgar o curso online

Se a ideia é que seu curso seja online, também vale a pena ofertar algum conteúdo gratuito para os interessados antes das inscrições iniciarem. Um formato popular e bastante efetivo é o webinar. Com ele é possível captar leads, que devem ser nutridos com conteúdos interessantes e informações úteis sobre o curso.

Nesse webinar, procure dar um spoiler de como serão as aulas, compartilhando algum conteúdo exclusivo. Isso faz com que os inscritos no evento online fiquem com aquele "gostinho de quero mais".

Escolha uma boa ferramenta para as inscrições

Paralelamente às suas ações de divulgação, é fundamental pensar na plataforma que será usada para realizar as inscrições. Essa é uma fase importante e que merece a sua atenção.

O momento da matrícula é crucial: se ele for complexo ou com fases desnecessárias, pode acabar afastando o cliente. Por isso, opte por alguma solução que seja criada especialmente para a venda de cursos livres, como a EngagED, por exemplo. Ela é 100% customizável e permite que você gerencie todas as suas matrículas em um só lugar. Além disso, ela também te dá a opção de criação de landing pages exclusivas, que garantem o profissionalismo dos seus cursos.

Realize o curso em si

Depois de todas essas fases, chegou a hora de realizar o curso em si. Se ele for presencial, capriche no que você vai oferecer. Pense numa playlist que vai tocar até o conteúdo começar, nos lanchinhos do intervalo, nos brindes e materiais de apoio. Tenha consciência de que se o seu alunosaiu da casa dele para ir até a sua aula, ele espera muito mais do que simplesmente conteúdo: ele quer ter uma experiência única.

Caso a aula seja virtual, os detalhes também fazem toda a diferença. A oferta de cursos no formato EaD é grande. Portanto, se você não superar os seus competidores, vai ficar para trás na concorrência.

Colha os feedbacks

As aulas terminaram. Portanto, o seu trabalho acabou, correto?! Na verdade, não. Após o curso, colha feedbacks dos alunos. Com os insights trazidos pelos estudantes é possível melhorar ainda mais nos próximo workshops.


Resumindo:

Qualquer pessoa que tenha um conhecimento profundo em determinado assunto pode criar um curso livre.  Ao trazer os conteúdos que os profissionais que estão no mercado de trabalho precisam, esses cursos atingem os seus objetivos.

Bora compartilhar o seu conhecimento com o resto do mundo?! Conte com a gente nessa missão. Para saber mais sobre a EngagED, acesse este link. =D

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